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Frameworks Internacionais que Inspiram a Educação Corporativa Moderna

A educação corporativa moderna não nasce de improviso. Ela se apoia em frameworks consolidados, testados globalmente, que ajudam organizações a estruturar aprendizagem com foco em desempenho, negócio e experiência do aprendiz.


Conhecer esses referenciais internacionais amplia o repertório estratégico do T&D e evita soluções superficiais ou modismos sem sustentação, fortalecendo a educação corporativa.


1. ADDIE e ADGIE: a base estrutural do Design Instrucional


O modelo ADDIE permanece como um dos frameworks mais utilizados no mundo por sua clareza lógica e adaptabilidade.


O ADGIE, como evolução, incorpora a iteração contínua, aproximando o design instrucional de ciclos ágeis.


Ambos oferecem uma espinha dorsal sólida para análise, desenho, desenvolvimento, implementação e avaliação na aprendizagem corporativa.


2. Kirkpatrick e Phillips: avaliação além da satisfação


Os modelos de avaliação de Kirkpatrick e Phillips ampliaram a visão de impacto da aprendizagem.


Eles deslocam o foco da reação imediata para comportamento, resultados e retorno sobre investimento.Esses frameworks inspiram T&D a medir o que realmente importa para a estratégia organizacional.


3. 70-20-10: aprendizagem integrada ao trabalho


O framework 70-20-10 trouxe uma mudança cultural relevante ao reforçar que grande parte da aprendizagem ocorre no trabalho e nas interações sociais.


Embora não seja uma regra matemática, ele orienta o desenho de soluções que extrapolam cursos formais e fortalecem a aprendizagem experiencial.


4. Learning in the Flow of Work (LIFOW)


Popularizado por estudos internacionais e plataformas globais, o LIFOW propõe integrar aprendizagem diretamente às tarefas do dia a dia.


Esse framework inspira soluções just-in-time, suporte contextual e microintervenções que aumentam aplicação e reduzem fricção no ambiente de trabalho.


5. Competency-Based Learning (CBL)


O aprendizado baseado em competências desloca o foco do tempo de curso para o domínio demonstrado.


Esse framework inspira trilhas mais flexíveis, avaliações práticas e progressão orientada por evidências.Ele fortalece a conexão entre aprendizagem e desempenho profissional.


6. Backward Design (Design Reverso)


O Design Backwards propõe começar pelo fim: definir evidências de aprendizagem antes de desenhar conteúdo.


Esse framework aumenta coerência pedagógica e fortalece a transferência para o trabalho real.


É amplamente utilizado em ambientes corporativos que buscam impacto mensurável.


7. Experiential Learning (Kolb)


O ciclo de aprendizagem experiencial reforça a importância da prática, reflexão, conceituação e experimentação. Esse framework inspira metodologias ativas, simulações e projetos reais no contexto corporativo. Ele sustenta experiências que respeitam o modo como adultos aprendem no mundo real.


8. UX e Learning Experience Design (LXD)


Frameworks de UX e LXD influenciaram fortemente a educação corporativa ao colocar o aprendiz no centro do design. Eles inspiram soluções mais intuitivas, empáticas e orientadas à experiência, não apenas ao conteúdo. Esse olhar fortalece a experiência de aprendizagem como fator estratégico.


9. Agile Learning e abordagem iterativa


Inspirado nos métodos ágeis, o Agile Learning propõe ciclos curtos, testes rápidos e melhoria contínua. Esse framework responde melhor a contextos voláteis e demandas emergentes, alinhando aprendizagem à velocidade do negócio.


10. Data-Driven Learning e Learning Analytics


Frameworks orientados por dados transformaram a forma como decisões educacionais são tomadas. Eles incentivam o uso de indicadores, análises preditivas e evidências para ajustar estratégias. Esse movimento aproxima T&D da gestão estratégica.


Conclusão


Frameworks internacionais não são receitas prontas — são lentes de leitura. Eles ajudam a estruturar decisões, evitar improviso e elevar o nível estratégico da educação corporativa. Organizações maduras não adotam frameworks de forma isolada; elas combinam referenciais conforme contexto, cultura e objetivos.


O diferencial não está em “seguir o modelo”, mas em saber por que e como aplicá-lo.E é nesse domínio conceitual e aplicado que o Design Instrucional se consolida como competência estratégica para o futuro da aprendizagem corporativa.


IDI Instituto de Desenho Instrucional


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